(Foto: Reprodução)

Algumas pessoas falam que me admiram pela minha visão de mundo e por eu ser tão grata, mas nem sempre as coisas foram assim. Eu costumo dizer que esses aprendizados diários relacionados ao nosso comportamento, segurança e autoestima estão ligado aos detalhes que na maioria das vezes a gente deixa passar. Entretanto, não espere acordar amanhã sendo mais grata(o) ou se comparando menos com o vizinho instantaneamente porque isso é uma construção diária, requer empenho e dedicação.

Há vários tipos de gratidão, por exemplo: aquela que a gente sente quando ganha alguma coisa ou quando percebe que teve a graça de ganhar uma pessoa muito especial em sua vida. Mas, também existe a gratidão por escolha. "Como assim Jussara?" A gratidão por escolha é você acordar e decidir que não quer se resumir a reclamar se ta calor, chovendo, se o busão estava lotado ou se o café estava frio. É você de fato se empenhar e lutar contra o instinto que todos nos temos de murmurar por qualquer coisa pequena, ao em vez de se preocupar em ter bons olhos para coisas pequenas.

Já percebeu o quanto a gente vive reclamando? Parece que nunca nada tá bom. Passamos muito mais tempo reclamando das coisas, da vida, dos sentimentos, emoções e situações do que tentando (pelo menos tentando) ter um olhar mais positivo para o mundo. E é aí que está o erro, pessoas que afiam os olhos para as coisas ruins e esquecem de ter sensibilidade para ver as coisas boas tendem a ter dias carregados de negatividade e eu falo isso por experiencia própria.

"Beleza Jujubs, entendi que eu preciso prestar mais atenção em mim e focar nas coisas boas, mas como eu começo isso?" A tarefa vai ser escrever pelo menos 3 motivos diários pelo qual fez você ser grata (o). Lembra que lá no começo do texto eu disse que não seria uma tarefa fácil, que de fato é importante se empenhar e não desistir? Então, haverá dias que você não vai estar afim, que vai achar que não tem 3 motivos para agradecer, mas você tem que permanecer firme.

O processo é a longo prazo, pode parecer uma coisa boba mas faz toda a diferença. O modo como a gente olha a vida das pessoas ao nosso redor no fundo é o olhar que temos para com nós mesmos. Quanto mais exigentes com os outros, mais exigentes com a gente. "Tá, mas o que isso tem haver com gratidão" TUDO! O primeiro passo é escolher a gratidão. Após essa escolha, conquistar a segurança, amor próprio e empatia ficam mais fáceis.






(Foto: Reprodução)

Engraçado constatar como um sorriso, um olhar, um simples oi ou simpatia podem fazer nascer uma amizade. Sempre pensamos em como amizades são legais e importantes, mas dificilmente paramos para olhar o quanto é belo o nascer de uma. Em um dia você está vivendo sua vida normalmente e no outro talvez alguém super legal cruze o mesmo caminho que você. E por algo em comum vocês começam uma conversa que pode se tornar a primeira de muitas que vocês terão daquele momento em diante.

No começo as coisas parecem ser meio esquisitas, pois há pessoas que a gente se dá tão bem e se conecta de cara e por esse motivo fica um clima meio "eu não deveria gostar tanto de você porque acabei de te conhecer". Uma total perca de tempo, ao meu ver se sentimos essa conexão com alguém é porque ela está no mesmo estado espiritual que o nosso. Compartilhando novos olhares, sentimentos, sensações e lições que talvez nós desconheçamos.

Esse último ano foi assim para mim, apesar de ser tímida a primeira vista sempre tive o dom de construir amizades. Há quem diga que eu sou simpática e isso desperta a vontade me conhecerem (olha as ideias). Seja simpatia ou destino, 2017 foi um ano de renovo nas amizades. Há fases em nossas vidas que nós achamos que somos bons o suficientes para sermos felizes sozinhos, de fato somos felizes quando nos amamos e estamos bem com nosso eu, mas é tão bom ter alguém para dividir um sorriso.

Seja na dor ou na alegria o amigo é aquele anjo sem asas que tenta nos ajudar sempre que possível. Além de ser o parceiro que divide momentos com a gente, sejam eles felizes, tristes, de descobertas, aflições, caos ou calmaria. Posso dizer com propriedade que 2017 foi um ano de amizades abundantes e abençoadas por Deus. Acredito que o Criador não me colocaria na vida de alguém se não fosse necessário o aprendizado e crescimento mútuo.

Por fim não podia deixar de ser grata por tantas pessoas que passaram pela minha vida ao longo desse ano. É claro que há quem vem, quem permanece e quem vai, mas no fim das contas o que importa é o quanto a gente cresceu graças aquela pessoa. Um enorme abracinho da amizade e de gratidão a todas as pessoas iluminadas, cheias de personalidade, incríveis e atenciosas que fizeram parte do meu 2017. Que Deus nos possibilite novos encontros nesse novo ano.

Mal conheço alguns, muito conheço outros mas não posso negar o quanto amo cada um de formas diferentes, obrigada por me deixarem sentir, reviver e lembrar o valor de uma amizade.

Feliz 2018!!




(Foto: Reprodução)

Eu sorrio o tempo todo, as pessoas sempre me veem brincando mas não fazem a menor ideia do quanto eu estou aos pedaços. Até poderia colocar a culpa de toda essa confusão sentimental em você, porém isso não tem uma culpa específica. Apenas calhou de te conhecer no mesmo tempo em que essa confusão de sentimentos resolveu me perseguir. Sou muito boa em fingir para as pessoas que está tudo bem, só não sou boa o suficiente para me convencer de que está.

As vezes me sinto tão sozinha, na verdade em muitos momentos me sinto assim. Estou aos prantos  neste exato momento e eu nem sei o porquê. Queria poder conversar com alguém que me ouvisse e não achasse que tudo isso não passa de uma frescura. Me sinto como se estivesse em meio a pessoas inúteis, que estão na minha vida apenas para fazer figuração. Não quero figurantes, quero pessoas que me olhem, que me ouçam.

Em contra ponto eu entendo as pessoas, como elas vão saber que eu não estou bem se eu não deixo elas saberem? Mas, se soubessem não se importariam de qualquer maneira. Como já disse, para muitos isso não passa de uma besteira passageira. Sendo assim só sobra eu e os meus demônios internos.  Eles são mesmo demoníacos, pois me fazem pensar coisas que eu não quero pensar. Me faz sentir que não sou amada pela minha família, amigos e nunca vou ser amada  por  alguém.

É difícil ver as pessoas ao meu redor felizes com seus respectivos pares e constatar que eu não sou capaz de fazer alguém querer ficar. Os caras que eu mais gosto vão embora e os caras que eu mais gostam de mim me irritam. Vida e suas ironias, não é mesmo? Quando acho que alguém pode ficar monto toda uma estratégia de perfeição, que parece nunca funcionar. Faço isso porque nas vezes que fui eu mesma, as coisas não foram diferentes. Será que um dia serei importante pra alguém?








(Foto: Divulgação)

Sinópse: "Um pedaço de carne; feito para reproduzir; além da sua data de vencimento; parte do rebanho. Mulheres não têm que se encaixar em estereótipos. Tara, Cam e Stella são estranhas vivendo suas próprias vidas da melhor forma que podem, apesar de poder ser difícil gostar do que você vê no espelho quando a sociedade grita que você devia viver de um jeito específico. Quando um evento extraordinário cria laços invisíveis de amizade entre elas, a catástrofe de uma mulher vira a inspiração de outra, e uma lição para todas. Às vezes não tem problema não seguir o rebanho. Vacas é um livro poderoso sobre três mulheres julgando uma à outra, mas também a si mesmas. Entre todo o barulho da vida moderna, elas precisam encontrar suas próprias vozes".

Resenha:

Olá Chuchus!

Hoje tenho uma dica de leitura muito legal pra vocês, o Vacas, sim você não leu errado o livro se chama Vacas. Ele é aquele livro que tem a capa linda e que chama a sua atenção de primeira vista, sabe? Além da capa o que me chamou atenção foi o subtítulo "Nem toda mulher quer ser princesa". Aí você me pergunta, "justo você não quer? A guria que sempre lê livros de amorzinho!", pois é, digamos que eu esteja numa nova fase da minha vida e esse livro chegou na hora certa. Acho que toda mulher deveria ler ele, pois relata coisas que querendo ou não as mulheres acabam passando em seu dia a dia.

O livro relata a história de três mulheres: a Tara é mãe solo e produtora de um canal de documentários, ela é excelente no que faz mas seus colegas de trabalho as desmerecem por ser mulher. A Stella vive assombrada por uma doença que tirou a vida de sua mãe e sua irmã gemia. E a Cam, uma blogueira feminista super famosa e bem sucedida. O livro é narrado em primeira pessoa pela Tara e Stella, já a parte da Cam é em terceira.

O enredo começa contando um pouco sobre a vida e as dificuldades de cada uma, mas uma hora ou outra o destino vai acabar dando um jeitinho de fazer elas se encontrarem. Eu me identifiquei muito com várias coisas presente nas personalidades delas e acredito que conforme você vai lendo vai se identificando, tanto nas parte mais emocionais quanto nas racionais.

A Cam é a destemida, determinada e inteligente e ficou famosa nas redes sociais justamente por ser assim. O intuito dela é mostrar para as mulheres que elas podem sim escolher como vão levar as suas vidas, independente do que a sociedade ache disso. Entretanto, ela não critica ou julga as mulheres conservados, pelo contrario ela entende o pensamento destas mulheres e quer que elas também a compreenda e entenda o que mulheres como a Cam sente.

Guerreira por criar sozinha sua filha, mesmo sofrendo preconceito por parte das mães das outras crianças da escolinha de sua filha, Tara vai acabar passando por uns perrengues durante a história. Acontecerá um fato que a deixara famosa, mas não de um jeito bom perante a sociedade. A partir dai a personagem terá que arranjar forças para conseguir lidar com a situação e ainda assim não deixar transparecer para sua filha que as coisas estão difíceis, afinal ela é apenas uma criança de 6 anos.

Apesar de ter gostado muito do livro, eu não o indico para pessoas que mais sensíveis emocionalmente. A personagem Stella é bem emotiva e ela mostra quadros de depressão por causa de suas perdas, teve partes dela que eu não queria ler porque me fazia sentir mal e para baixo. Pensei muitas vezes em pular as partes dela, mas eu sabia que precisaria ler o livro inteiro para entender o contexto da história. Essa minha relutância pessoal fez eu demorar um pouco mais de tempo para concluir a leitura.

E vocês o que acharam da sinopse e da resenha? Já leram vacas? Se sim, deixem suas considerações aqui em baixo.




(Foto: Reprodução)

Esses dias lembrei de uma coisa que um velho amigo me disse um dia desses. Basicamente olhou nas profundezas dos meus olhos e concluiu que o que mais admirava em mim era o fato de independente do dia e dos acontecimentos, meu sorriso continuava aqui. Recordar esse fato fez questionar a mim mesma o que aconteceu com esse meu eu, em qual esquina da vida se perdeu? Acho que nunca senti tanta falta de mim eu como sinto agora.

Meu sorriso continua aqui, mas é falso. Não sei quando isso começou, mas sei que faz um tempo, meses, talvez anos. Tento me lembrar o que me tornou tão fechada, tão cheia de armaduras mas não me lembro. Talvez tenham sido os relacionamentos frustados, as amizades que nunca realmente foram verdadeiras como eu pensava que eram, talvez não. Posso simplesmente ter me fechado no meu mundo e agora não sei como sair e nem como deixar pessoas entrar.

Procurei verdades absolutas, verdades em construção, verdades de outras pessoas e nem me esforcei para procurar as que seriam de fato minhas. Fugi das mentiras sem nem saber se eram mesmo mentiras. Peguei o que era dos outros e tornei meu, formei uma personalidade, virei uma fantoche. Me moldei ao que eu achei que faria as pessoas terem motivos para ficar, mas mesmo assim elas se foram. No fim, me perdi no meio das minhas certezas e agora nenhuma delas faz sentido. 

Não sei pra onde ir, nem o que pensar. Em quem eu posso confiar? Ninguém mais me parece familiar. Sou uma estranha jogada no mundo sem um porto seguro para se confortar. É estranho pregar tanto o amor próprio e o auto bastar, porém continuar querendo um alguém com quem possa me confortar. Não um alguém amoroso apenas, um alguém amigo que não julgue o que eu tenho a falar. Alguém que eu ouça e que queria me escutar.

Queria voltar a ser leve, como a neve, como meu eu anterior. Mas será que meu eu de antigamente de fato era leve? Ou apenas conseguia fingir melhor as angústias do que meu eu atual? Não sei se um dia essas perguntas vão ser respondidas, mas sei que eu quero a calmaria. Quero me livrar das amarras, repensar meus conceitos morais e buscar a paz. Onde será que ela se esconde? Parece que não gosta muito de mim, é difícil encontra-lá por aqui.


(Foto: Reprodução)

Uma vez me perguntaram o que eu vejo de bom nessa “liberdade” de ser solteiro e ficar com quem eu quiser, sem laços e sem alguém para dividir as memórias. Na época eu respondi “Aaah, a liberdade. Ela é tão bonita e aconchegante que eu prefiro ela à outra coisa. Quem não gosta de sair sem dar satisfação para ninguém? Gastar horas conversando e bebendo em uma festa com seus amigos? Conhecer alguém legal do outro sexo sem o famoso ciúme te enchendo? Sério, isso é tão bom que não consigo me imaginar de outro jeito”.  

Faziam poucas semanas que eu tinha terminado um relacionamento e eu só pensava em curtir, beber e alcançar aquela bendita liberdade que todos os meus amigos solteiros veneravam. Mas não é bem assim que a banda tocou, não para mim. No começo foi mil maravilhas, frequentei diversas baladas, festas e barezinhos. Gritei a mil por hora em um carro com os meus amigos em plena madrugada. O mundo era todo meu e eu até consegui provar o gosto de ser livre.  

Com o tempo, fazer todas essas coisas não era mais tão satisfatório quanto antes. Comecei a inventar diversas desculpas para não ir naquela festa com pessoas vazias, ou para não ficar até mais tarde no bar depois da faculdade. Claro, ainda frequentava algumas festas, pois a maioria dos meus amigos estavam nelas. Mas eu estava com uma enorme ressaca dessa vida e sentia que algo estava extremamente errado. 

Então, em um dia chuvoso dentro de um supermercado, daqueles walmart’s que vende desde comida à coisas para casa e decoração, eu descobri que o que estava errado era o buraco de minhoca que crescia em meu peito e que sugava a minha felicidade. Cacete, eu não estava sendo eu mesmo! Eu sou daqueles que planeja todo o futuro quando vai ao supermercado e vê coisas legais para decoração de casa. 

Sou uma pessoa intensa e que gosta de coisas clichês, entende? Não fui feito para ir a festas toda semana. Sinto que nasci no século errado, pois é difícil achar alguém tão intenso quanto eu. Sessões de filmes em casa em um dia frio, pegar a estrada de madrugada para ver o nascer do sol na praia, uma peça de teatro em plena semana com um jantar para finalizar, cozinhar juntos e depois ficar de bobeira. Todas essas coisas me encantam. 

Comecei a perceber que a “tal liberdade” é relativa para cada pessoa, pois um casal também tem a liberdade que uma pessoa solteira tem. Apenas com pequenas restrições que você nem vai ligar de tê-las. Você ainda vai pode ir para as festas, viagens, beber com alguns amigos... Só que agora você poderá dividir suas memórias com outra pessoa. A liberdade está aí para quem quiser senti-la e quanto mais maduro você fica, mais você quer ser livre ao lado de outra pessoa. 

- Gabriel Marsh


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Sinto que meus pensamentos são meu presidio, tento fugir mas não consigo, afinal, está tudo na minha cabeça. Vez ou outra estou feliz, repleta de pensamentos positivos e esperançosos sobre o futuro que me aguarda. Porém, os dias tristes acabam vindo e eu ainda não sei como lidar com toda essa escuridão, faz tempo que eu convivo com ela. Há momentos em que eu gosto dela, em contra partida, ela me leva a um profundo vazio. Lugar em que não consigo sair facilmente, mesmo pedindo ajuda apenas meu eu é capaz de me tirar de lá.

Pensar em coisas que eu não gostaria já virou de lei. Juro que tento afastar minhas trevas, mas elas são muito mais fortes do que eu. Sinto a constante sensação de que não tenho controle sobre a minha própria mente. Faz parecer que as coisas sempre dão certo para todo mundo menos para mim. O amor, por exemplo, nunca bateu na minha porta. Fico me questionando se eu sou o problema, se eu o espanto, se não sei amar o suficiente para ser amada de volta. Talvez o problema além de ser interno seja externo também. Será que falta beleza suficiente para alguém querer ficar?

Acho engraçado o modo como as pessoas que passam pela minha vida me olham. Muitas acham que me conhecem o suficiente, mas  nenhuma nunca suspeitou que meu interior anda estranho. Fico me questionando se sou boa em fingir estar feliz, ou se elas realmente não se importam. Como podem dizer que me conhecem se nem ao menos notam que algo está errado? Quero um alguém que realmente olhe pra dentro de mim e esteja disposto a me ajudar. Acho que esse alguém não existe, se existe ainda não fomos apresentados. Quem sabe  um dia a vida nos apresente um ao outro.

Me sinto tão usada pelas pessoas. Como se eu fosse uma folha de caderno, onde coisas são escritas e caso haja um erro ortográfico, é amassada e jogada fora. Apesar desse sentimento, continuo deixando entrarem na minha vida porque eu também as uso. São como um escudo, me distraem, me tiram da minha excessiva solidão. Não me sinto bem em reclamar de ser usada e usar, mas eu tenho que tentar me manter na luz de alguma forma e esse é o melhor jeito. O problema é que quando se cansam de mim, minha única companhia volta a ser a solidão.