(Foto: Reprodução)

Uma vez me perguntaram o que eu vejo de bom nessa “liberdade” de ser solteiro e ficar com quem eu quiser, sem laços e sem alguém para dividir as memórias. Na época eu respondi “Aaah, a liberdade. Ela é tão bonita e aconchegante que eu prefiro ela à outra coisa. Quem não gosta de sair sem dar satisfação para ninguém? Gastar horas conversando e bebendo em uma festa com seus amigos? Conhecer alguém legal do outro sexo sem o famoso ciúme te enchendo? Sério, isso é tão bom que não consigo me imaginar de outro jeito”.  

Faziam poucas semanas que eu tinha terminado um relacionamento e eu só pensava em curtir, beber e alcançar aquela bendita liberdade que todos os meus amigos solteiros veneravam. Mas não é bem assim que a banda tocou, não para mim. No começo foi mil maravilhas, frequentei diversas baladas, festas e barezinhos. Gritei a mil por hora em um carro com os meus amigos em plena madrugada. O mundo era todo meu e eu até consegui provar o gosto de ser livre.  

Com o tempo, fazer todas essas coisas não era mais tão satisfatório quanto antes. Comecei a inventar diversas desculpas para não ir naquela festa com pessoas vazias, ou para não ficar até mais tarde no bar depois da faculdade. Claro, ainda frequentava algumas festas, pois a maioria dos meus amigos estavam nelas. Mas eu estava com uma enorme ressaca dessa vida e sentia que algo estava extremamente errado. 

Então, em um dia chuvoso dentro de um supermercado, daqueles walmart’s que vende desde comida à coisas para casa e decoração, eu descobri que o que estava errado era o buraco de minhoca que crescia em meu peito e que sugava a minha felicidade. Cacete, eu não estava sendo eu mesmo! Eu sou daqueles que planeja todo o futuro quando vai ao supermercado e vê coisas legais para decoração de casa. 

Sou uma pessoa intensa e que gosta de coisas clichês, entende? Não fui feito para ir a festas toda semana. Sinto que nasci no século errado, pois é difícil achar alguém tão intenso quanto eu. Sessões de filmes em casa em um dia frio, pegar a estrada de madrugada para ver o nascer do sol na praia, uma peça de teatro em plena semana com um jantar para finalizar, cozinhar juntos e depois ficar de bobeira. Todas essas coisas me encantam. 

Comecei a perceber que a “tal liberdade” é relativa para cada pessoa, pois um casal também tem a liberdade que uma pessoa solteira tem. Apenas com pequenas restrições que você nem vai ligar de tê-las. Você ainda vai pode ir para as festas, viagens, beber com alguns amigos... Só que agora você poderá dividir suas memórias com outra pessoa. A liberdade está aí para quem quiser senti-la e quanto mais maduro você fica, mais você quer ser livre ao lado de outra pessoa. 

- Gabriel Marsh


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