Em uma dessas tardes de outono, enquanto eu tomava um chá, comecei a refletir sobre como foi gostoso o nosso começo. Teve aquele frio na barriga antes do primeiro encontro, borboletas no estômago na espera do primeiro beijo. Era uma explosão de sentimentos a cada dia que passava. Fora aquela saudade arrebatadora que começava antes das nossas despedidas.

Me sentia tão incrível e importante quando estava ao seu lado, amava me sentir assim. Porém, por inúmeros motivos o meu conto de fadas não vingou. Todos esses sentimentos bons se transformaram em uma tempestade tão forte a ponto de formar em um dilúvio dentro de mim. Por vezes, achei que morreria afogada nele e ainda acho isso quando estou em meus dias de treva. Esses sentimentos bagunçados me fazem lembrar o quanto eu sinto falta do começo.

Talvez eu não seja a mulher mais equilibrada emocionalmente, mas eu sei que eu não mereço morrer afogada nas minhas tristezas. Mereço agarrar a boia do resto de autoestima que me sobrou quando você partiu e me manter na superfície, nadar contra a correnteza que me arrasta pro fundo desse mar de incertezas. Mereço reencontrar meu solo firme, mereço começos constantes, assim como você também merece.

Talvez nosso fim nunca mais voltará a ser um começo, e eu já entendi que preciso buscar um novo começo (você também). Mas sei que antes de procurar um novo começo com alguém que divida meu lanche do Mc'Donalds, preciso encontrar a parte de mim que eu perdi. A busca agora é restaurar meu começo solitário, que você sabe sempre foi uma bagunça. Um dia vou ter ele restaurado de volta, seja com alguém, seja só, seja na vida, na liberdade e você também terá o seu, apenas serão caminhos diferentes dessa vez. 


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